Quando montar uma subestação
A montagem de uma subestação nova acontece na implantação de uma fábrica, na ampliação de carga que a subestação atual não comporta, ou na troca de uma subestação antiga por uma nova, com a transferência das cargas.
Na indústria, a mais comum é a subestação de média tensão, que recebe a energia da distribuidora em tensões como 13,8 kV e alimenta os transformadores da planta.
O que entra e o que não entra na montagem
Essa é a dúvida que mais atrapalha a comparação entre propostas: duas podem ter preços bem diferentes só porque uma inclui o que a outra deixou de fora. A divisão abaixo é a que costuma valer nas obras da Aimer, e ela fica por escrito na proposta.
| Item da obra | De quem costuma ser |
|---|---|
| Projeto elétrico e aprovação na concessionária | Aimer |
| Obra civil: base, alvenaria, piso e canaletas | Cliente, com o detalhamento da Aimer |
| Cubículos, transformadores e relés | Cliente ou Aimer, conforme o modelo escolhido |
| Montagem, lançamento de cabos e conexões | Aimer |
| Ensaios e comissionamento | Aimer |
| Ramal até o ponto de entrega | Concessionária, conforme o padrão aprovado |
| Vistoria e energização | Concessionária, com a Aimer acompanhando |
| ART, as-built e relatórios de ensaio | Aimer |
Turnkey ou compra direta dos equipamentos
Cubículo, transformador e relé são os itens de maior valor da obra, e existem dois caminhos para eles.
No modelo turnkey, a Aimer fornece equipamentos, materiais e mão de obra, com a especificação definida no projeto, e a empresa trata com um fornecedor só.
No outro caminho, mais comum quando o valor é alto, a empresa compra direto do fabricante e a Aimer entra com a especificação técnica, a conferência da proposta antes do pedido e o recebimento na obra. O cuidado aqui é um só: equipamento com especificação diferente da que foi aprovada no projeto não passa na vistoria, e a troca custa mais do que a economia na compra.
Os prazos, do projeto à energização
O prazo que surpreende quase todo mundo não é o da obra: é o da análise do projeto na concessionária. Nas obras que a Aimer faz, essa aprovação leva de 60 a 90 dias, e nada começa antes dela.
Por isso a ordem certa é inverter o planejamento: o projeto entra para aprovação primeiro, e a obra civil, a compra dos equipamentos e a montagem se organizam a partir dessa data. A vistoria, ao contrário do que muita gente imagina, é agendada ainda durante a execução da obra.
| Etapa | Prazo |
|---|---|
| Levantamento e projeto elétrico | Conforme o porte, definido na proposta |
| Análise e aprovação na concessionária | 60 a 90 dias |
| Compra e entrega dos equipamentos | Em paralelo, a partir do projeto aprovado |
| Obra civil e montagem | Conforme o porte da subestação |
| Ensaios e comissionamento | Ao final da montagem |
| Vistoria da concessionária | Agendada durante a execução |
| Energização | Depois da vistoria aprovada |
Aérea, abrigada ou blindada: qual cabe no seu caso
Acima da média tensão, a entrada em alta tensão muda o projeto, a proteção e o tipo de vistoria, e é tratada caso a caso.
| Tipo | Quando costuma ser a escolha |
|---|---|
| Aérea, em poste | Cargas menores, com o transformador em estrutura ao tempo, conforme o padrão da distribuidora |
| Abrigada em alvenaria | Transformador e proteção em cabine fechada, quando há espaço no terreno |
| Blindada, em cubículos metálicos | Potências maiores e sala elétrica, com manutenção mais segura e menos área ocupada |
O que a montagem inclui
- Projeto da subestação com aprovação junto à concessionária
- Montagem de cubículos de média tensão e acoplamento a cubículos existentes
- Instalação de transformadores a seco ou a óleo
- Lançamento e conexão de ramais alimentadores de média tensão
- Instalação de PGBT, QGBT e barramentos blindados
- Infraestrutura com leitos, eletrocalhas e eletrodutos
- Ensaios, comissionamento e startup do sistema de força e comando
- Transferência de cargas e desativação da subestação antiga, quando for o caso
O que é ensaiado antes de energizar
Energizar sem comissionar é a forma mais cara de descobrir um defeito. Estes são os ensaios que a concessionária e o projeto costumam exigir antes da energização, e cada um deles sai com resultado registrado em relatório:
- Resistência de aterramento da malha da subestação
- Continuidade elétrica nos rabichos que aterram os equipamentos
- Resistência de isolamento nos equipamentos e nos cabos
- Ensaio VLF ou hipot nos cabos de média e alta tensão
- Parametrização e ensaio dos relés de proteção, confirmando no relé os parâmetros do estudo
O que faz a vistoria reprovar
Reprovar não custa só a correção: custa uma nova data na agenda da concessionária, que raramente é na semana seguinte. Os motivos que mais aparecem:
- Execução diferente do projeto aprovado, inclusive equipamento com especificação trocada
- Malha de aterramento fora do projeto ou sem a medição registrada
- Falta de sinalização, placas de advertência e identificação dos circuitos
- Afastamentos e acessos que não atendem à norma da distribuidora
- Proteção sem coordenação comprovada com a proteção da rede
- Documentação incompleta: projeto aprovado, ART e relatórios de ensaio
Trocar a subestação sem parar a fábrica
Quando a subestação nova substitui uma antiga, a obra inteira é montada com a antiga em operação. A planta só para no momento da transferência das cargas, e mesmo isso é dividido em etapas, em paradas programadas com a produção.
Foi assim na estação telefônica em Varginha (MG): subestação nova montada ao lado, com três transformadores a seco somando 1,5 MVA, e as cargas transferidas por etapas antes de a antiga ser desativada. O planejamento dessas paradas entra no cronograma desde o início, e não no fim da obra.
O que a empresa recebe no final
- Projeto aprovado na concessionária, com ART
- As-built da subestação como ela ficou
- Relatórios de todos os ensaios, com os valores medidos
- Parâmetros aplicados nos relés de proteção
- Documentação da vistoria e da energização
Obras de subestação da Aimer
Na Neodent, em Curitiba, a Aimer amplia a subestação junto com a Ocle Engenharia, com dois transformadores a seco de 3.000 kVA, somando 6 MVA, PGBT de 5.000 A e barramentos blindados. Em uma estação telefônica em Varginha (MG), montou uma subestação nova com três transformadores a seco somando 1,5 MVA e transferiu as cargas da antiga.
Quanto custa montar uma subestação
Não existe preço de tabela. O valor sai do levantamento da sua planta, e estes são os pontos que mais pesam no orçamento:
- Potência total instalada, em kVA ou MVA
- Tipo de subestação e de cubículos
- Quantidade de transformadores e se são a seco ou a óleo
- Extensão dos ramais de média tensão e da infraestrutura
- Exigências do projeto na concessionária
- Fornecimento dos equipamentos pela Aimer ou compra direta pela empresa
- Transferência de cargas de uma subestação existente
Para agilizar, envie pelo WhatsApp fotos do local ou do equipamento, os dados que você tiver e a cidade da planta. Um engenheiro da Aimer responde com os próximos passos.
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